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Desert Greening   Message List  
Reply | Forward Message #57 of 230 |
Prezados Anna, Bia,Flávio Hernandez, Francisco Henrique, Jorge,Kátia, Lua , Luana, Marly e amigos (em ordem alfabética...),
 
Há tempos que prometo escrever sobre o Desert Greening Project e finalmente começo a fazê-lo agora. Certamente, com isto, inauguraremos uma troca de mensagens e caminharemos para o desenvolvimento de atividades relacionadas tanto à recuperação do meio ambiente quanto à recuperação do próprio ser humano.
 
Então, vejamos. O autor James De'Meo em seu livro Saharasia, nos apresenta, entre milhares de documentos, um mapa de umidade e um outro mapa sobre características comportamentais. Curiosamente estes mapas se sobrepoem.
 
James De'Meo ao longo de sua vida descobriu algumas coisas muito importantes que aqui aponto resumidamente;
 
1 - Os desertos do Velho Mundo, que vemos no mapa de umidade, extendem-se atualmente desde o extremo oeste da África, Marrocos, ao norte da China, o deserto de Gobi. Pois bem, o deserto do Saara está praticamente unido ao deserto de Gobi. Nesta região toda de 13.000Km de extensão em termos de longitude por talvez 1600 Km em termos de latitude, somente encontramos terras extremamente áridas, áridas, e semi-áridas.
 
2- De'Meo descobriu na literatura que já foi determinado que o Saara foi uma floresta úmida há somente 6.000 anos atrás e que o processo de desertificação foi um determinante cultural. Ou seja, a maioria das tribos que habitavam o planeta era de índole pacífica, de postura antropológica matriarcal e que isto tudo mudou para uma postura guerreira, nitidamente patriarcal após o início do processo de desertificação. Resumidamente, as tribos que habitavam tais áreas subitamente passaram a sofrer as agruras da fome e da seca e então, aquelas tribos mais violentas, capazes de atacar e roubar fontes de alimento, de água e terras de outras tribos foram as que sobreviveram e não somente impuseram às tribos vencidas sua cultura violenta, como também desenvolveram métodos para tornar seus membros mais e mais cruéis e assim, foi - se desenvolvendo uma cultura de sobrevivência pelo uso da violência. Não pretendo entrar neste momento nos métodos utilizados através dos séculos para atingir tal fim.
 
3 - Por outro lado, autores brasileiros perceberam que os aborígenes brasileiros habitantes da floresta amazônica, não criam rebanhos e como sabemos, os donos de rebanhos têm destruído nossas florestas brasileiras para o desenvolvimento de pastagens. Também sabemos que para se conseguir 1 Kg de carne bovina são necessários 15Kg ou mais de grãos e isto faz cair por terra qualquer argumento sobre a racionalidade da criação de gado estabulado pois se o gado não come capim, se não precisa de grandes áreas para pastar, come o grão que poderia estar alimentando muita gente. Para nós, a conta é antiga: quantas pessoas se consegue alimentar com 1Kg de carne de vaca ou mesmo de frango, comparando-se com o número possível de ser alimentado com 12 a 17 Kg de grãos? Bem, o índio brasileiro quando queria comer carne, saia para caçar e assim, não destruiu o meio ambiente como o fizeram os habitantes do Velho Mundo que, com seus rebanhos, precisavam cada vez de mais áreas destinadas a pastagens. Assim, aponto a criação de rebanhos, mesmo a criação de aves em cativeiro, como o maior instrumento de desertificação, haja vista a que os desertos do Velho Mundo continuam em expansão.
 
4- O outro lado da questão é que o uso da violência para subjugar, dominar, escravizar, roubar outros povos e fazer coisa semelhante com os animais tornou a humanidade insensível aos sofrimentos alheios. Insensível mesmo a sofrimentos de membros de suas próprias sociedades, haja vista aos processos utilizados para tornar seus membros cruéis (quem cria cachorros sabe que se um animal for submetido a torturas, se tornará um animal bravio), fez com que a existência humana se tornasse mais dolorosa e desprazeiroza do que naturalmente o seria. Se você se imaginar vivendo em uma sociedade composta por pessoas amorosas, assim mesmo não estaremos livres de sofrimentos tais como as doenças, os ataques por animais e insetos, as doenças, a morte de entes queridos, os desastres naturais e a própria morte em muitas situações de angústia.
Assim, viver em uma sociedade que por diversos séculos, cerca de 60 séculos, vem ensinando a seus membros a sobreviver através do uso da violência contra animais e contra seus próprios membros é uma experiência dolorosa e pobre em fontes genuínas de prazer.
 
5- A dor de vivermos em uma sociedade como a nossa, de sentirmos tanta dor (veja as promessas de guerra de Bush contra o Iraque, a guerra estúpida na qual estão metidos palestinos e israelitas, a violência com que os traficantes de drogas submentem as populações de nossas metrópoles, a violência que os colarinhos brancos submetem a população quando roubam divisas e as remetem a paraísos fiscais tornando assim impossível ao Estado cumprir com suas obrigações de fornecer estudo, saúde e segurança à população), a falta de fontes de prazer que gerem mais prazer, tudo isto, leva parcelas da população cada vez maiores a necessitar analgésicos (desde a dipirona, ao álcool, à cocaína, ao crack e à heroína), sedativos (desde o diazepan, o álcool, o tabaco, à maconha) e a drogas que gerem prazer tais como o açúcar e o álcool. Ou seja, o ser humano vê-se forçado ao uso de drogas para poder sobreviver, drogas tanto lícitas quanto ilícitas.
 
6- Em uma sociedade assim, a sexualidade torna-se doentia e fonte de doenças, quando seria fonte inesgotável de prazer e auto-conhecimento.
 
7- Tendo tudo isto em vista, procurando respostas a estes problemas, antevejo a criação de células financeiramente auto-sustentáveis que tanto façam o replantio de florestas em áreas devastadas, quanto a de preservação de áreas ambientalmente ainda intactas. Para isso, nosso grande trunfo: Clínicas de tratamento de dependentes de álcool e drogas!
 
Em tais clínicas, iremos ter o plantio e os cuidados com a flora e a fauna como um de nossos  instrumentos de cura da dependência química. Claro que também utilizaremos outros instrumentos que visem tratar as dificuldades de relacionamento do dependente com suas fontes internas de vida como também suas dificuldades de relação com outros seres humanos através das mais diversas técnicas. Nosso diferencial será a conjugação da recuperação humana à recuperação ambiental.
 
8- Além das clínicas, devemos desenvolver outras atividades econômicas auto-sustentáveis destinadas a gerar empregos em atividades relacionadas diretamente com a recuperação ambiental tais como o desenvolvimento de fitoterápicos, plantas/jardinagem, artezanato com materiais naturais como por exemplo pequenas esculturas e objetos construídos com galhos provenientes de podas, hotéis fazenda, hotéis para observação de animais na mata etc.
 
9 - Ilha de Guaratiba - No município do Rio de Janeiro, nesta localidade, estou desenvolvendo um projeto ainda solitário de reflorestamento auto-sustentável e de relação humana com os vizinhos. Há lá dois homens que me ajudam a proteger a área como também plantam árvores e desenvolvem mudas para serem comercializadas para jardinagem. Mais alguns meses e já teremos alguma renda proveniente desta atividade. Dentre as árvores plantadas recentemente está a Sapucaia, árvore símbolo do fim do Império de D. Pedro II que a fez plantar na alameda principal de sua residência oficial, a Quinta da Boa Vista, aqui no Rio de Janeiro.
 
Recentemente me foi perguntado que tipo de ajuda pode ser oferecida a esta primeira célula e respondo assim:
 
1- Visite a área. Estou lá aos sábados. Muitas vezes também às sextas feiras. Ajude-me com alguma tarefa. Ajude-me mandando idéias para colocarmos em discussão e em prática.
 
2 - Pensemos no Projeto Plante Uma Árvore. Esta é uma proposta para que pessoas sejam donas e responsáveis por uma árvore (ou mais). A idéia básica é um simpatizante comprar uma muda de uma árvore frutífera, preferencialmente, e de nosso meio ambiente, e a plantar no sítio. Ficará com uma placa identificando o proprietário. Para isto, precisamos um plano mais elaborado e um contrato a ser assinado pelo futuro dono da árvore e o dono do sítio. Este projeto, tendo tido suas arestas aparadas, poderá ser extendido a outros proprietários de forma que o hobbie de cultivar árvores seja uma fonte de rendimento para proprietários de áreas que necessitem de reflorestamento.
 
3- A casa que lá tenho tem seus encantos mas, precisa de reparos. Pessoas que gostem de atividades de reparo de residências podem passar lá uns dias ajudando. Outros, podem enviar contribuições financeiras.
 
4- Contribuições financeiras. É necessário se desenvolver este assunto. Como pessoas físicas e jurídicas podem contribuir financeiramente e a troco de quê?
 
5 - Outras contribuições. Uma delas, escrever artigos sobre o assunto a serem publicadas no e-jornal Folha Verde (www.jornalexpress.com.br/folhaverde) .
 
 
Lino Guedes Pires MD
tel. 2556 7737 / 99959422
Rio de Janeiro RJ Br
solicitamos que se inscrevam e divulguem os siteshttp://groups.yahoo.com/group/sangueOnegativo/ e http://groups.yahoo.com/group/theOnegativebloodclub/ para ajudar aos doentes que necessitam de sangue, geralmente para cirurgias. Visitem também http://www.meatout.org para cooperar também com a vida animal neste planetinha no qual nossa humanidade tanto os faz sofrer.
Leia, publique e anuncie em www.jornalexpress.com.br/folhaverde
Obrigado pela atenção .
Lino
moderador de:
http://groups.yahoo.com/group/theOnegativebloodclub/ site destinado a divulgar pedidos de sangue para doentes e acidentados, em inglês e também em português
http://groups.yahoo.com/group/FairCrueltyFreeProducts um site destinado à divulgação gratuita de produtos e serviços livres de crueldade
http://groups.yahoo.com/group/worldandmiddleeastforum um site dedicado a estimular a discussão internacional dos problemas que afligem aos povos


Mon Sep 30, 2002 10:56 pm

linpires
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Prezados Anna, Bia,Flávio Hernandez, Francisco Henrique, Jorge,Kátia, Lua , Luana, Marly e amigos (em ordem alfabética...), Há tempos que prometo escrever...
Lino Guedes
linpires
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Sep 30, 2002
11:39 pm
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